Neste tipo de educação, as crianças são estimuladas - através de actividades lúdicas, brincadeiras e jogos - a exercitar as suas capacidades e potencialidades emocionais, sociais, físicas, motoras, cognitivas e a fazer exploração, experimentação e descobertas. A educação infantil é ministrada em estabelecimentos educativos divididos nas modalidades creches e pré-escolas. A educação infantil é obrigatória a partir dos cinco anos, sendo um direito da criança que o Estado é obrigado a disponibilizar o espaço e os educadores de forma pública. O pré-escolar é importantíssimo para o desenvolvimento cognitivo da criança.

Ser uma mulher forte e independente significa ser capaz de encontrar felicidade por conta própria. Ter autoconfiança sem ter de depender da aprovação de outras pessoas ou da sociedade. Significa ter independência emocional e ser capaz de ter um relacionamento saudável com outros, sem cair em padrões comportamentais de dependência. Significa ainda aprender a expressar o que está no seu âmago, seja você tímida e meiga ou intensa e assertiva. Não é preciso tentar encaixar-se em um determinado molde. Continue a ler para aprender como aceitar a mulher que você é e a que deseja tornar-se. Praticando a assertividade Coloque-se em primeiro plano.  Quando perceber que precisa de algo, seja intimidade, afecto ou atenção, dê a si mesma o que necessita. Se precisar de atenção, tire um dia para se mimar de algum modo. Caso necessite de intimidade, dedique um tempo escrevendo no diário ou explorando a natureza. Se precisar de carinho, dê afecto a si mesma pensando no que ama em você ou levando-se para jantar fora e pegar um cinema. Quanto antes puder atender suas necessidades emocionais, mais saudáveis serão seus relacionamentos, pois você vai conhecer e entender-se, o que a torna mais capaz de se comunicar com seu companheiro. Não se compare a outras mulheres.  Ter uma mulher para servir de modelo é muito bom. Apenas tenha o cuidado de não se tornar uma invejosa. Embora a inveja seja natural até certo grau, a sociedade ocidental tende a estimular esse sentimento nas mulheres, por meio de comerciais e filmes que exibem padrões irreais. Essa inveja ou rancor são chamados de "agressão relacional". Estudos mostram que a mídia exerce um papel importante na formação da agressividade relacional nas mulheres. As mulheres vítimas disso têm mais tendência à baixa auto-estima e a sentimentos de rejeição e solidão.  O resultado disso é uma cultura onde as mulheres se sentem inseguras e infelizes consigo mesmas. Reconheça quando sente inveja. O primeiro passo para superar a inveja é reconhecer quando você a sente. Ao se pegar lendo uma revista e comparando o seu corpo com o das modelos, pare por um momento. Lembre-se de que: a) essas mulheres são pagas para ter essa aparência e muitas delas levam uma vida insalubre para manter tal imagem e b) a câmara engorda, e essas mulheres que parecem “perfeitas” nas revistas ou nos filmes na realidade são abatidas. Estabeleça limites claros. Estabeleça limites claros que priorizem suas necessidades. Por exemplo, estabeleça limites que considerem quanto tempo você dedica aos outros, ou que tipo de críticas você não quer ouvir. Tenha outras coisas na vida além do relacionamento romântico, seja escola, trabalho, amigos, uma rotina de ginástica ou família. Estabeleça limites objectivos para as pessoas e comunique a elas a sua necessidade de ter a própria independência. Depois de discutir os limites, cumpra-os. Defenda-se.  Sendo homem ou mulher, você vai ter que aprender a se defender na vida real se quiser evitar que tirem vantagem de você. É necessário aprender a se defender na escola, no trabalho e na vida social. Tente ser assertiva. Não tenha vergonha ou arrependimento de se auto afirmar. A assertividade é o meio-termo entre passividade e agressão. Pessoas assertivas de verdade são mais felizes em seus relacionamentos e têm maior auto-estima. Fale mais na primeira pessoa. Esse modo de se declarar é menos recriminador; pelo contrário, ele passa a mensagem de que você se responsabiliza pelas suas atitudes e sentimentos. Por exemplo: em vez de dizer “Você nunca me escuta”, você pode dizer: “Eu me sinto ignorada toda vez que você fica mexendo no celular quando fala comigo.”. Aprenda a dizer não. Ponha as suas necessidades na frente, em vez de sempre colocar as outras pessoas em primeiro lugar. Se alguém sempre pedir dinheiro emprestado, por exemplo, você pode negar. Se uma amiga vive pegando o seu carro, você pode dizer a ela que o carro não está mais disponível. Acredite em si mesma.   Ao acreditar em suas habilidades e conquistas, você transmite mais força. Vá atrás do que precisa e deseja. Quando você não inspira confiança ou se faz de vítima, corre o risco de deixar que os outros passem por cima de você, em vez de conseguir o que precisa e deseja. Fale com as pessoas quando elas a magoarem.  Se alguém a trair de algum modo, deixe-o ciente. Pode ser difícil compartilhar seus sentimentos, principalmente quando se está ferido ou zangado. Mas falar ao outro o que sente pode ajudar a evitar que a pessoa repita esse comportamento no futuro. Por exemplo, você pode dizer: “Fiquei magoada quando você disse que não gosta do meu cabelo. Eu adoraria que não fizesse mais nenhuma crítica à minha aparência.”. Não ignore comentários desrespeitosos e ofensivos.  Se ouvir alguém dizendo alguma coisa machista, racista, ou outro tipo de comentário desrespeitoso, não deixe isso passar. Isso não significa necessariamente que tenha que começar uma discussão. Diga tranquilamente à pessoa que o que ela falou não é aceitável. "Por favor, não fale sobre as mulheres dessa forma." Poderíamos evitar comentários negativos sobre Muçulmanos?" "Por que você se sente dessa forma?" Aprenda a reconhecer a dependência.  Se você for dependente, pode acabar descobrindo que o relacionamento define a sua vida. Você pode ficar pensando obsessivamente no outro e só tomar uma decisão depois de falar com ele. Faça um esforço para superar a dependência ficando alerta para os seguintes sinais: Baixa auto-estima Querer agradar a todos Não saber estabelecer limites Mudar para agradar aos outros Cuidar de todos Controle Comunicação não funcional Obsessões Dependência Negação Problemas com intimidade Emoções dolorosas Compreenda a sua singularidade e a dos outros.  Tente cultivar compaixão e felicidade pelo fato de que todas as pessoas têm talentos e dons próprios, incluindo você! Toda mulher tem uma qualidade principal, seja ela habilidade com matemática, pintura ou liderança. Abrace suas habilidades e recursos e se ame pelo que tem. Se você achar alguém talentoso, comunique sua impressão. Tomando as rédeas de sua sexualidade Tente ser mais tranquila com seu corpo.  Muitas mulheres, em algum grau, se sentem desconfortáveis com a aparência física, principalmente quando estão nuas. Pode ser difícil se sentir melhor com o visual, mas tente concentrar-se na parte do corpo que você mais gosta. Pense nas diversas partes de seu corpo e como elas combinam com o resto. Um bom caminho para se sentir mais confortável com o corpo é deslizar as mãos por ele todo. Descubra o que gosta e faça isso. Torne-se a sua própria amante. Caso o seu parceiro critique a sua aparência, afirme-se dizendo a ele que você acha esses comentários nada solidários. Comunique as suas necessidades ao seu parceiro.  Na hora da intimidade, diga o que quer com clareza. Amar a si mesma e honrar a sexualidade significa dizer ao seu parceiro o que gosta e o que está além de seus limites. Você pode dizer algo como: “Eu gosto quando você me toca lá”, ou “Eu gosto quando a gente fica abraçadinho depois do sexo”. Honre a sua sexualidade.  Quase todas as mulheres, ao menos uma vez na vida, encontraram alguém que tentou tirar vantagem da sexualidade deles. É importante aprender como e quando dizer não a alguém que tente avançar o sinal e não seja bem-vindo. Não deixe de denunciar o assédio sexual. Uma em cada cinco mulheres e um em cada 71 homens são estuprados em algum ponto da vida. Não tenha medo de dizer não.  Toda mulher, em algum ponto de sua vida, encontra uma pessoa que quer se aproveitar dela sexualmente. É importante aprender como e quando dizer não a alguém que esteja fazendo avanços indesejados. Não permita que o abuso sexual passe despercebido. Uma em cada cinco mulheres e um em cada 71 homens são vítimas de estupro em algum momento da vida. Se alguma pessoa tentar abusar de você, é preciso contar a alguém na hora. A sociedade ensina a mulher a sentir vergonha ou constrangimento por ser molestada ou abusada, chegando até mesmo ao ponto de dizer que algumas "estavam pedindo". Deixar alguém se safar de um crime sexual é o mesmo que dizer que ele pode voltar a fazer isso no futuro. Denuncie o assédio sexual no ambiente de trabalho ou na escola.  Lembre-se de que denunciar esses tipos de actos não é bom só para você, mas pode também evitar que a pessoa assedie mais alguém no futuro. Cuidando da saúde Exercite-se bastante.  Ficar em forma melhora a saúde em geral, deixando-a mais bem-humorada e com mais energia, o que vai melhorar seu desempenho em todos os aspectos da vida. Exercícios regulares podem ajudar a prevenir doenças como câncer, diabetes e problemas cardíacos, além de ajudar a controlar doenças crónicas como asma e dor nas costas. Todos somos diferentes, portanto, não deixe de conversar com um médico para saber que tipos de exercícios são seguros para você. Você não precisa tornar-se uma campeã olímpica para ter uma boa forma. Dê uma corrida pela vizinhança, leve seu cão para passear ou ande de bicicleta. Até cultivar o jardim pode ser um bom exercício. Coma alimentos saudáveis e nutritivos.  Ter uma dieta saudável e fazer exercícios pode ajudar a prevenir doenças e melhorar seu humor e energia. Ninguém é igual a ninguém e todos podemos ter necessidades alimentares variadas. Fale com seu médico ou com um nutricionista para desenvolver um plano apropriado para o seu caso. Como regra geral, coma muitos vegetais e frutas frescas. Coma grãos integrais e proteínas. Evite alimentos processados e frituras e reduza a ingestão do açúcar refinado. Durma o suficiente.  A privação de sono pode afectar o humor e a saúde. Durma ao menos sete a oito horas, todas as noites, para que você tenha um bom desempenho o dia todo. Entenda a sua saúde.  A força pessoal se manifesta psicologicamente, mentalmente e emocionalmente. Se quiser ser uma mulher forte e independente, é preciso ir além da aparência. Mulheres e homens apresentam riscos e problemas de saúde diferentes por terem diferenças biológicas.   Diferenças biológicas à parte, há outras situações às quais a mulher é exposta somente por ser mulher. Por exemplo, até recentemente, a maioria das pesquisas da área de saúde era conduzida somente com colaboradores homens. Quando uma doença se apresentava de forma diferente para os géneros (ataque cardíaco, por exemplo), as pesquisas científicas não sabiam definir com precisão os sintomas nas mulheres.  Felizmente, as pesquisas médicas estão se actualizando rapidamente e usando mais mulheres como objectos de estudo. Agora que essas informações estão disponíveis com mais rapidez, é importante que mulheres fortes e independentes as utilizem! Faça exames de rotina regularmente. Não deixe de falar sobre suas preocupações de saúde com o médico. Administrando as finanças Desenvolva sua independência financeira da maneira que for possível.  Se quiser tornar-se independente de verdade, você deve aprender a se sustentar para não ter que depender de mais ninguém. Gaste seu dinheiro com sabedoria, evitando despesas inúteis e frívolas. Ao avaliar a renda, não se esqueça de levar em conta as deduções descontadas da renda bruta. Entre elas estão os impostos estaduais e federais e as contribuições para a poupança ou aposentadoria. Faça cursos de administração financeira ou aprenda sobre o básico pela internet. Faça orçamentos para controlar despesas. Economize de 10% a 20% de seu salário. Não tenha medo de pedir um aumento.  Homens costumam pedir aumentos com mais frequência que as mulheres. Quando elas pedem um aumento, costumam pedir menos do que um homem pediria.  Confie em sua capacidade de persuasão e não tenha medo de pedir o aumento que merece. Seguindo suas paixões Estude o que desejar.  Não permita que as normas sociais a influenciem na escolha de seus estudos. Frequentemente, a sociedade empurra as mulheres para determinados campos de estudo (Letras, belas artes, ensino, enfermagem e outras funções de "auxílio"), enquanto os homens são introduzidos a outras áreas, como ciências, matemática e tecnologia. Cada vez mais faculdades estão estimulando mulheres a ingressar em cursos tecnológicos (ciências, tecnologia, engenharia e matemática), pois o número de mulheres nessas áreas é extremamente baixo, apesar de haver muito  Se você gosta de física, vá em frente! Se computadores a fazem feliz, mergulhe fundo e aprenda tudo sobre tecnologia. Não deixe que o seu género interfira no desejo de aprender mais sobre um assunto em particular. Com firmeza, siga suas preferências. Se gosta de música, faça isso. Se gosta de matemática, vá atrás. Tenha uma aprendizagem contínua.  Lembre-se de que nem toda a educação tem que ser formal (ou seja, obtida por meio de uma instituição como a universidade). Mantenha-se actualizada em notícias relacionadas à política, ciências e tecnologias, leia livros (tanto ficção como não ficção), aprenda outras línguas, assista a documentários e assim por diante. Almeje aprender novos assuntos ao longo de sua vida. Assuma seu estilo próprio.  Ser uma mulher independente significa vestir-se da maneira desejada, sem se importar com o que as pessoas a instruam a usar. Use a moda como um modo de expressar seu humor, seu gosto e sua criatividade. Muitas vezes ao longo da história, a escolha do vestuário feminino foi comandada pelas normas sociais e culturais do período. Num determinado momento da história, espartilhos muito apertados eram a norma, e usar calça comprida era um tabu social. Vivemos numa era em que as mulheres têm mais liberdade de escolha de roupas e jeito de se vestir. Assuma essa liberdade! Ao decidir o que vestir, você deve levar em conta o seu tipo de corpo, assim como o seu gosto pessoal. Contribuindo para a comunidade Dê aos outros.  Um dos melhores caminhos para exercer a sua força é doar aos menos favorecidos. Não é preciso ser rica ou próspera para causar um impacto positivo em sua comunidade, portanto, comece aos poucos. Em um estudo realizado em 2010 sobre o voluntariado e o "retorno" à comunidade, chegou-se à conclusão de que 68% dos participantes desse estudo apresentaram uma melhora na saúde, 89% deles tiveram um aumento da auto-estima e bem-estar, e 73% experimentaram uma redução dos níveis de stress, comparados aos participantes que não deram retorno à sociedade. Considere a ideia de ser voluntária em sua comunidade.  Organizações sem fins lucrativos da região vão adorar receber voluntários e apoio. Identifique quais causas a comovem mais, tais como animais, arte, crianças, desportos, etc. Escolha um local que goste e sinta que está fazendo diferença. Por exemplo, voluntarie-se num sopão, numa sociedade de protecção aos animais ou em outro programa de desenvolvimento da comunidade. Pesquise sobre a instituição de caridade com a qual você irá colaborar. Algumas instituições não são tão confiáveis quanto dizem ser. Voluntária formal para ajudar. Se vir alguém necessitado, simplesmente o ajude. Mesmo um ato pequeno pode iluminar o dia de alguém. Por exemplo, ajude alguém a carregar as compras ou abra a porta para outra pessoa. Apoie outras mulheres.  Regularmente, mulheres são julgadas, depreciadas e diminuídas por outras mulheres. Em vez disso, as mulheres devem se juntar e empoderar suas colegas para permitir que elas sejam tudo o que quiserem ser. Ensine outras mulheres e meninas a ser fortes e independentes. Ensine-as a ter força e independência. Seja um bom exemplo a ser seguido. Seja uma conselheira numa organização para meninas de sua região. Por exemplo, você pode incentivar uma menina mais nova que pratica um esporte que você gosta, ou então ajudar uma adolescente a se preparar para a faculdade. Dicas Encontrar um exemplo de mulher forte para se seguir pode ajudá-la a ter a inspiração necessária para se sentir mais independente. Esta mulher pode ser um membro da família, uma militante/sufragista, uma artista ou uma política. Tenha amor-próprio e respeito por si mesma. O que jogamos no universo geralmente nos retorna. É a lei do carma, portanto, esteja ciente das suas acções.

Angola, oficialmente República de Angola, é um país da costa ocidental da África, cujo território principal é limitado a norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Inclui também o exclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colónia britânica de Santa Helena. Os portugueses estiveram presentes desde o século XV em alguns pontos do que é hoje o território de Angola, interagindo de diversas maneiras com os povos nativos, principalmente com aqueles que moravam no litoral. A delimitação do território apenas aconteceu no início do século XX. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. Angola foi uma colónia portuguesa que apenas abrangeu o actual território do país no século XIX e a "ocupação efectiva", como determinado pela Conferência de Berlim em 1884, aconteceu apenas na década de 1920. A independência do domínio português foi alcançada em 1975, depois de uma longa guerra de libertação. Após a independência, Angola foi palco de uma intensa guerra civil de 1975 a 2002, maioritariamente entre o Movimento Popular de Libertação de Angola  (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola  (UNITA). Apesar do conflito interno, áreas como a Baixa de Cassanje mantiveram activos seus sistemas monárquicos regionais. No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda  (FLEC), uma frente de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda se encontra activa.  É da região de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola. O país tem vastos recursos naturais, como grande reservas de minerais e de petróleo e, desde 1990, sua economia tem apresentado taxas de crescimento que estão entre as maiores do mundo, especialmente depois do fim da guerra civil. No entanto, os padrões de vida angolanos continuam baixos; cerca de 70% da população vive com menos de dois dólares por dia,  enquanto as taxas de expectativa de vida e mortalidade infantil no país continuam entre os piores do mundo, além da presença proeminente da desigualdade económica, visto que a maioria da riqueza do país está concentrada em um setor desproporcionalmente pequeno da população.  Angola também é considerado um dos países menos desenvolvidos do planeta pela Organização das Nações Unidas e um dos mais corruptos do mundo pela Transparência Internacional.

Educação engloba os processos de ensinar e aprender. No centro de um sistema educativo deve situar-se o ser humano a educar, num horizonte de plenitude. A tarefa educativa consiste, na verdade, na capacidade de identificar e de acompanhar esta presente inquietação do homem, mantendo vivo o amor pelo saber, despertando o coração e pondo em marcha a sua razão e a sua liberdade[1], tal liberdade construída pelos tijolos da autonomia do indivíduo[2]. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos dessas, responsável pela sua manutenção, perpetuação, transformação e evolução da sociedade a partir da instrução ou condução de conhecimentos, disciplinamentos (educar a ação), doutrinação, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Ou seja, é um processo de socialização que visa uma melhor integração do indivíduo na sociedade ou no seu próprio grupo. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes. A prática educativa formal — que ocorre nos espaços escolarizados, que sejam da Educação Infantil à Pós Graduação — dá-se de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar. De acordo com a UNESCO a educação também é exercida para além do ambiente formal das escolas e adentra em outras perspectivas caracterizadas como: educação não formal e educação informal. Segundo a organização, a partir das Conferências Internacionais de Educação de Adultos - CONFINTEA  compreende-se por educação não formal todo processo de ensino e aprendizagem ocorrido a partir de uma intencionalidade educativa mas sem a obtenção de graus ou títulos, sendo comum em organizações sociais com vistas a participação democrática. E educação informal como aquela ocorrida nos processos quotidianos sociais, tais como com a família, no trabalho, nos círculos sociais e afetivos. No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade, dá-se o nome de Educação Tecnológica. Outra prática seria a da Educação Científica, que dedica-se ao compartilhamento de informação relacionada à Ciência  (no que tange a seus conteúdos e processos) com indivíduos que não são tradicionalmente considerados como parte da comunidade científica. Os indivíduos-alvo podem ser crianças, estudantes universitários, ou adultos dentro do público em geral. A educação sofre mudanças, das mais simples às mais radicais, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na sociedade. No entanto, Educar não pode limitar-se a instruir, a transmitir informação, nem a transmitir competências; integra não só questões de autonomia, mas também problemas de autoridade, de tradição e de transmissão da cultura.